Anunciar é preciso; Encher não
Os anúncios publicitários, geralmente, são a maior fonte de renda das emissoras de televisão e principalmente de rádio. Salvo as exceções em que o dinheiro tem origem divina, as ações publicitárias mantêm essas emissoras de pé. Mas como fica o ouvinte e o telespectador nessa história? Até que ponto essas diferentes ações publicitárias agem no público? Qual é a reação gerada?
Há muitas maneiras de vender na televisão e no rádio: o bom e velho comercial, que é executado entre uma atração e outra; o merchandising editorial (Tie-in), aquele refrigerante que aparece no jantar da família na novela das nove; o testemunhal, muito comum em programas de variedades e em rádios AM, nele o próprio apresentador faz a venda, emprestando a sua imagem, sua credibilidade ao produto a ser vendido; também existem as chamadas comerciais, os spots (rádio), os jingles, os springles (uma mistura do spot com o jingle), etc… Uma infinidade de jeitos para vender, alguns discretos, outros descarados.
Evidentemente, as propagandas descaradas são as que mais “enchem o saco” do telespectador, principalmente se usadas em excesso, há programas que na verdade parecem uma grande peça publicitária com inserções de conteúdo. Quando um programa está preste a exibir algo muito aguardado pelo público, como o desfecho de um caso misteriosíssimo ou uma entrevista exclusiva com aquela celebridade do momento, ele aparece… O famoso e inconveniente “recadinho”, haja paciência! Ou ainda na transmissão de uma partida de futebol pelo rádio, o time que sempre se sobressai é o dos anunciantes. Não me espantaria se algum dia, Eder Luiz se confundisse e narrasse “É gooooooool! Das Casas Bahia!”.
Apesar de toda essa chatice envolvendo os anúncios publicitários, que muitas vezes nos fazem “zapear” pelos canais, não podemos esquecer do outro lado da moeda, as emissoras. Elas dependem desse dinheiro oriundo dos patrocinadores. O simples fato de você assistir a novela ou ouvir uma rádio não gera renda para as emissoras, e como qualquer outra empresa, sem renda elas faliriam. Portanto anunciar é preciso, embora falte a algumas produções o bom senso. Vamos vender, mas, por favor, sem encher.




Não sei onde/quando/como mas lembro de ter ouvido que atualmente as pessoas não conseguem manter muito a atenção nas coisas, precisando de uns intervalos de 5 minutos (propagandas) pra recuperar a atenção…
E é impressão minha ou esse ano o CSL tá mais “sério” nas postagens?
Conheça o artigo Violão Wallpaper escrito por perdido.
Isso é verdade. A MTV por ter o público alvo jovem investiu nos programas de 15 minutos.